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18-08-2026

Soja tem preços firmes, mas negócios seguem desiguais

No Paraná, o interior continuou defasado em relação ao porto

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado brasileiro de soja teve comportamento desigual entre as principais regiões produtoras, com avanço de preços em algumas praças, negócios ainda lentos em outras e logística limitando parte das cotações. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento desta segunda-feira, 17 de agosto de 2026, refletiu a alta de Chicago, mas com respostas diferentes no mercado físico.

No Rio Grande do Sul, a comercialização permaneceu lenta no interior, mesmo com a valorização externa e nos portos. Ijuí, Cruz Alta e Santa Rosa ficaram em R$ 137,00 por saca, Passo Fundo em R$ 138,00 e o porto de Rio Grande em R$ 151,00. Os negócios relatados foram de volumes menores.

Em Santa Catarina, os preços acompanharam melhor a alta de Chicago. São Francisco do Sul chegou a R$ 149,00, enquanto Palma Sola avançou para R$ 130,50 e Rio do Sul para R$ 130,00.

No Paraná, o interior continuou defasado em relação ao porto, enquanto produtores mantiveram postura mais firme na oferta. Cascavel foi cotada a R$ 139,50, Maringá a R$ 143,00, Ponta Grossa a R$ 144,00, Pato Branco a R$ 140,00 e Paranaguá a R$ 151,50. O volume negociado foi considerado moderado.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado esteve mais aquecido em algumas praças, com bons volumes negociados. São Gabriel do Oeste atingiu R$ 132,00 e Eldorado R$ 124,00. Dourados e Maracaju ficaram em R$ 141,00, Campo Grande em R$ 138,50, Chapadão do Sul em R$ 139,00 e Sidrolândia em R$ 138,00.

Em Mato Grosso, o frete seguiu como principal limitador de preços no Norte. Campo Verde marcou R$ 137,00, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso R$ 135,00, Primavera do Leste R$ 136,00 e Rondonópolis R$ 139,00. A logística e o escoamento continuam entre as principais preocupações dos produtores.

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