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18-08-2026

Clima e exportações dão suporte aos grãos

No trigo, o mercado permanece mais estável

Agrolink - Leonardo Gottems

Os mercados agrícolas iniciam o dia acompanhando o avanço das colheitas, as condições das lavouras nos Estados Unidos e as incertezas envolvendo o comércio no Mar Negro. Segundo a TF Agroeconômica, trigo, soja e milho encontram suporte em diferentes fatores, enquanto indicadores externos também influenciam o comportamento das commodities.

No trigo, o mercado permanece mais estável, com o contrato de primavera para setembro próximo de US$ 6,80 por bushel. A colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos está 96% concluída, enquanto a de primavera alcança 41%. As dificuldades de exportação na Rússia e na Ucrânia mantêm incertezas sobre o comércio global, enquanto a Europa acompanha os preços dessas origens e os embarques de Romênia e Bulgária. O mercado também começa a considerar um prêmio de risco maior para a safra norte-americana, ainda dependente de novas observações de campo.

Na soja, as primeiras visitas do Pro Farmer Crop Tour na Dakota do Sul e em Ohio indicam menor número de vagens. As classificações de qualidade recuaram um ponto percentual, para 61%. Em Chicago, o contrato para novembro de 2026 voltou a superar US$ 12 por bushel, apoiado pelas inundações no Centro-Oeste e pela deterioração das lavouras. O esmagamento nos EUA e novas compras chinesas reforçam a demanda, enquanto a faixa entre US$ 12,40 e US$ 12,50 ganha relevância técnica.

O milho sobe pelo terceiro dia consecutivo, sustentado por rendimentos iniciais abaixo dos registrados no ano passado em áreas visitadas pelo Pro Farmer. Problemas no Mar Negro e o calor na Europa também dão suporte, diante da perspectiva de maior necessidade de importações europeias.

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