Para o produtor, a orientação é não vender toda a safra disponível de uma vez
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho entra na próxima semana com viés de alta, mas a recomendação central é aproveitar a valorização com proteção de margem e vendas graduais, evitando decisões concentradas. Segundo a análise semanal da TF Agroeconômica, o cenário combina fundamentos internacionais e domésticos favoráveis, embora haja risco de realização de lucros após a recente recuperação dos preços.
Para o produtor, a orientação é não vender toda a safra disponível de uma vez. A estratégia sugerida é negociar de 20% a 30% agora, repetir a venda se o mercado físico alcançar R$ 70 a R$ 72 por saca e comercializar nova parcela entre R$ 73 e R$ 75, mantendo o saldo aberto para acompanhar uma possível continuidade da alta. Na safra futura, a curva da B3 também é vista como oportunidade para travar parte da margem, com janeiro de 2027 próximo de R$ 79 a R$ 80 por saca e março perto de R$ 81.
Para cooperativas, a indicação é comprar de forma seletiva, combinando estoque físico com hedge, sem manter posições totalmente descobertas. Cerealistas devem trabalhar com estoque moderado e giro rápido, diante do risco de correção em Chicago. Exportadores, por sua vez, podem ampliar a originação, mas precisam comparar continuamente a paridade de exportação com a doméstica.
Na indústria de etanol, a recomendação é elevar gradualmente a cobertura de milho para os próximos meses, reduzindo a exposição a uma eventual alta adicional. A TF também destaca que o produtor não deve associar automaticamente a valorização em Chicago ao preço interno, já que câmbio, frete, oferta regional e demanda podem alterar a formação das cotações no Brasil.
Opções de títulos: Milho em alta favorece vendas graduais e proteção; Estratégia para milho prioriza vendas escalonadas; Curva futura abre espaço para proteção de margem; Analistas indicam cautela após avanço do milho; Alta do milho reforça proteção e cobertura gradual.