O processamento de soja no Brasil avançou 7,9% nos cinco primeiros meses de 2026, alcançando 23,363 milhões de toneladas, segundo atualização das estatísticas da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). O resultado considera o ajuste pelo percentual da amostra da entidade, que passou a representar 90,83% do universo acompanhado.
Em maio, as indústrias processaram 5,23 milhões de toneladas de soja. O volume foi 2,7% superior ao registrado em abril e 5,4% maior que o processamento de maio de 2025, considerando o ajuste amostral.
Projeção de esmagamento sobe para 63,3 milhões de toneladas

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
A Abiove também revisou suas estimativas para o balanço de oferta e demanda do Complexo Soja em 2026. A projeção para o processamento nacional foi elevada em 0,5%, para 63,3 milhões de toneladas.
A estimativa de produção brasileira de soja permanece baseada nos números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e está em 180,57 milhões de toneladas.
No mercado externo, a Abiove elevou em 1,1% a projeção para as exportações de soja em grão, para 115,4 milhões de toneladas. As importações estão estimadas em 900 mil toneladas.
O aumento do esmagamento ocorre em paralelo a um cenário de forte participação brasileira no comércio internacional de soja. A combinação entre processamento doméstico e exportações de grão define o destino de uma parcela relevante da produção nacional e influencia a disponibilidade de farelo e óleo para os mercados interno e externo.
Farelo mantém exportações próximas de 25 milhões de toneladas
Para o farelo de soja, a projeção de produção foi ajustada em 0,2%, para 48,7 milhões de toneladas. As exportações foram revisadas para 24,9 milhões de toneladas, uma redução de 0,2% em relação à estimativa anterior.

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Já no óleo de soja, a Abiove evou a previsão de produção em 0,8%, para 12,75 milhões de toneladas. A expectativa de exportação subiu 3%, chegando a 1,7 milhão de toneladas. A projeção de importações de óleo de soja permaneceu em 125 mil toneladas.
Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, as revisões não alteram a avaliação da entidade sobre o desempenho da cadeia. “Mesmo com ajustes pontuais, os números reforçam a solidez da cadeia da soja e a capacidade do setor em responder às demandas do mercado interno e externo com eficiência”, afirma.
Para Amaral, o avanço do processamento ocorre em paralelo ao ritmo das exportações. “A expansão do processamento, somada ao ritmo consistente das exportações, confirma o papel estratégico do Brasil no comércio internacional do complexo da soja, enfatiza.
Processamento supera 23 milhões de toneladas no acumulado
O resultado até maio acompanha o avanço observado no mês. As 23,363 milhões de toneladas processadas no acumulado representam acréscimo de aproximadamente 1,7 milhão de toneladas em relação ao mesmo período do ano anterior, considerando a mesma base amostral.

O dado reforça a maior utilização da indústria de esmagamento no início de 2026. Em maio, especificamente, o processamento de 5,23 milhões de toneladas também ficou acima do volume registrado no mesmo mês de 2025.
A revisão das projeções da Abiove, portanto, combina dois movimentos: o aumento do processamento doméstico e a manutenção de um volume elevado de exportações de soja em grão. Para 2026, a entidade estima que o Brasil deverá produzir 180,57 milhões de toneladas, exportar 115,4 milhões de toneladas do grão e processar 63,3 milhões de toneladas.
Fonte: O Presente Rural