No milho, a produção norte-americana foi elevada
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado internacional de grãos inicia a temporada 2026/27 com mudanças nas estimativas de produção, estoques e comércio de soja, milho e trigo, além de diferenças no avanço das lavouras entre os principais países produtores. Segundo o relatório WASDE de agosto, citado em resumo da consultoria AZ-Group, as novas projeções trazem ajustes importantes principalmente para Estados Unidos, Brasil e Argentina.
Na soja, o USDA elevou a produção dos Estados Unidos em 2,67 milhões de toneladas, para 123,1 milhões, acima do esperado pelo mercado. O rendimento foi revisado para 34,72 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento aumentou para 75,7 milhões. As exportações permaneceram em 45,2 milhões de toneladas. Para o Brasil, a primeira estimativa para 2026/27 indica área de 16,7 milhões de hectares, crescimento anual de 600 mil hectares.
No milho, a produção norte-americana foi elevada para 406,8 milhões de toneladas, com rendimento estimado em 114,9 quintais por hectare. O estoque inicial foi reduzido, enquanto as exportações subiram para 81,3 milhões de toneladas. Apesar disso, os estoques finais recuaram. Na Argentina, a colheita alcançou 81,3% da área apta, com rendimento médio de 78,2 quintais por hectare.
Para o trigo, o cenário foi misto. A produção dos Estados Unidos caiu para 41,7 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais subiram. Entre os principais exportadores, União Europeia, Rússia e Ucrânia tiveram projeções maiores de produção. Na Argentina, o plantio chegou a 99,8% dos 6,5 milhões de hectares projetados, com lotes ainda pendentes no sul de Buenos Aires devido ao excesso de umidade.