A colheita da safrinha de milho 2026 alcançou 82% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil até sexta-feira (21). Os trabalhos avançaram sobre uma área cultivada de 15,739 milhões de hectares, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado.
Apesar da evolução, a retirada do milho das lavouras permanece atrasada em relação à temporada anterior e à média histórica. No mesmo período de 2025, os produtores haviam colhido 91,1% dos 15,407 milhões de hectares plantados.
A média dos últimos cinco anos para esta época é de 89%, deixando a colheita atual sete pontos percentuais abaixo do ritmo histórico.
Mato Grosso lidera colheita do milho no Centro-Sul
Mato Grosso apresenta o avanço mais expressivo entre os estados acompanhados, com 98,1% da área de milho já colhida. O estado, principal produtor nacional do cereal, aproxima-se da conclusão dos trabalhos de campo.
Em Mato Grosso do Sul, a colheita chegou a 79,4%, enquanto o Paraná atingiu 70,9% da área cultivada.
Goiás contabilizou 68,4% das lavouras colhidas. O ritmo permanece mais lento em São Paulo, com 40,6%, e em Minas Gerais, onde os trabalhos alcançaram 37,8% da área.
Colheita avança de forma desigual entre os estados
O levantamento da Safras & Mercado mostra diferenças expressivas no andamento da colheita da safrinha de milho 2026 no Centro-Sul:
O desempenho desigual reflete diferenças no calendário de plantio, nas condições climáticas e no desenvolvimento das lavouras em cada região produtora.
Matopiba colhe 92,9% da safrinha de milho
Na região do Matopiba, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a colheita alcançou 92,9% da área cultivada de 1,341 milhão de hectares.
Bahia e Piauí concluíram os trabalhos, com 100% das respectivas áreas colhidas. No Maranhão, a retirada do milho chegou a 90,6%, enquanto o Tocantins registrou 88,7%.
Mesmo com percentual elevado, a colheita do Matopiba permanece abaixo dos 99,3% observados no mesmo período do ano passado. Em 2025, a área cultivada na região havia sido estimada em 1,280 milhão de hectares.
Na comparação com a média dos últimos cinco anos, calculada em 91,5%, o ritmo atual está 1,4 ponto percentual adiantado.
Atraso pode influenciar oferta e logística do milho
O avanço da colheita amplia gradualmente a disponibilidade do milho no mercado brasileiro e aumenta a movimentação nos armazéns, rodovias e terminais de exportação. Entretanto, o atraso observado no Centro-Sul pode distribuir a entrada da produção por um período mais prolongado.
Com parte dos produtores cautelosa na comercialização, o mercado acompanha o ritmo dos trabalhos, a capacidade de armazenagem, a demanda das indústrias de ração e etanol e as condições de exportação.
A conclusão da safrinha será determinante para consolidar o volume disponível no país e orientar o comportamento dos preços do milho durante a entressafra.
Fonte: Portal do Agronegócio