Cavalcante destaca que os números refletem uma estrutura ampla
Agrolink - Leonardo Gottems
A indústria brasileira de frango reúne operações de grande escala, forte capacidade de abate e uma estrutura que conecta produção, processamento, distribuição e exportação. Segundo Magno Cavalcante, especialista em Varejo e Atacarejo Alimentar, o ranking das maiores empresas do setor ajuda a dimensionar o nível de concentração, escala e competitividade dessa cadeia no país.
Na liderança aparece a JBS/Seara, com produção aproximada de 2 bilhões de aves por ano, seguida pela MBRF, com cerca de 1,7 bilhão de aves anuais. A Lar Cooperativa Agroindustrial ocupa a terceira posição, com aproximadamente 1,1 milhão de aves abatidas por dia. Na sequência estão Aurora Coop, com volume entre 600 mil e 700 mil aves por dia, e Copacol, entre 550 mil e 600 mil.
O ranking segue com GT Foods/Grupo Canção, que aparece na sexta colocação com cerca de 650 mil aves por dia, e C.Vale Cooperativa Agroindustrial, com capacidade estimada entre 630 mil e 660 mil. A SSA/Super Frango ocupa o oitavo lugar, com 400 mil a 450 mil aves por dia, enquanto a Vibra Foods aparece em nono, com 350 mil a 400 mil. A Pif Paf Alimentos fecha a lista das dez maiores, com volume entre 300 mil e 350 mil aves abatidas diariamente.
Cavalcante destaca que os números refletem uma estrutura ampla, formada por produtores integrados, cooperativas, frigoríficos, fábricas de ração, logística, distribuição, varejo e operações de exportação. A avaliação é que novos investimentos, ampliações de capacidade, aquisições, ganhos de eficiência industrial e expansão internacional podem alterar a configuração desse ranking nos próximos anos.