Indústrias de maior porte continuam com escalas mais confortáveis, enquanto os frigoríficos menores ainda sentem dificuldades
Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, o cenário delimitado para as escalas de abate pouco mudou, com as indústrias de maior porte convivendo com maior conforto em suas escalas de abate, enquanto os frigoríficos menores ainda sentem dificuldades.
“Sob o prisma da demanda, mais uma vez se observa declínio das exportações de carne bovina. A ausência da China ainda é representativa. Por sua vez, no mercado doméstico, a semana tende a ser fraca em termos de consumo, com inexpressivo incentivo entre atacado e varejo”, pontua.
Iglesias ressalta que o descompasso entre mercado futuro e físico começa a diminuir, mesmo assim, a correção segue necessária.
O mercado atacadista inicia a semana em patamares mais elevados, após os reajustes registrados na sexta-feira (11).
Segundo o analista, a entrada dos salários na economia favoreceu a reposição entre atacado e varejo, mas a expectativa para a segunda quinzena do mês é de um consumo mais moderado.
“Além disso, a maior competitividade dos cortes suínos e da carne de frango continua limitando o potencial de valorização da carne bovina, sobretudo, em períodos de menor poder de compra das famílias”, assinalou Iglesias.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,48%, negociado a R$ 5,1482 para venda e a R$ 5,1462 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1414 e a máxima de R$ 5,1824.
Foto: Gilson Abreu/AEN