No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 60,00 e R$ 68,00 por saca
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho segue com negociações pontuais no Sul e no Centro-Oeste, em um cenário marcado por compradores cautelosos, produtores seletivos e baixa liquidez em diferentes praças. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, as cotações apresentam comportamentos distintos entre os estados, enquanto a demanda interna e as exportações continuam influenciando a comercialização.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 60,00 e R$ 68,00 por saca. O preço médio estadual, conforme a Emater, avançou 0,83% na semana, de R$ 61,09 para R$ 61,60. As indústrias concentram as compras na reposição, enquanto produtores restringem a oferta à espera de melhores condições.
Em Santa Catarina, as referências ficam próximas de R$ 60,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 55,00, diferença que limita novos negócios. O estado demanda cerca de 8,5 milhões de toneladas por ano e produziu 2,67 milhões na safra 2025/26, mantendo déficit próximo de 6 milhões de toneladas. Parte da necessidade é atendida pelo Centro-Oeste e pelo Paraguai.
No Paraná, as indicações de compra também estão próximas de R$ 60,00 por saca, com demanda ao redor de R$ 55,00 CIF. Entre as praças, Ponta Grossa chegou a R$ 67,91, Cascavel a R$ 61,95 e Maringá a R$ 61,99.
Já em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 54,00 e R$ 55,50 por saca. Após uma sequência de altas, houve estabilidade e recuos, com Maracaju registrando queda semanal de 3,37%. A indústria de bioenergia segue ativa nas compras e permanece como importante canal de demanda. As exportações brasileiras mostram recuperação gradual em setembro, embora os embarques ainda estejam 16,7% abaixo do ritmo observado no mesmo período de 2025.