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21-09-2026

Preço do suíno sobe com melhora nas vendas

O mercado brasileiro de carne suína encerrou a semana com preços mais altos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado. O movimento foi favorecido por sinais de melhora no escoamento da proteína, segundo análise da Safras & Mercado.

A média nacional do quilo do suíno vivo passou de R$ 4,75 para R$ 4,81. No atacado, o preço médio dos cortes de carcaça avançou de R$ 7,52 para R$ 7,88, enquanto o pernil subiu de R$ 9,47 para R$ 9,60.

Apesar da reação, os frigoríficos mantiveram cautela na compra de animais e aguardam uma redução mais consistente da oferta disponível.

Competitividade da carne suína favorece demanda

De acordo com Allan Maia, analista da Safras & Mercado, a melhora no escoamento poderá estimular uma reposição mais ativa entre atacado e varejo nas próximas semanas.

A carne suína permanece competitiva diante da carne bovina, fator que sustenta perspectivas favoráveis para o consumo na ponta final.

“As perspectivas para a demanda permaneceram favoráveis, sustentadas pelo bom nível de competitividade da carne suína, especialmente em comparação à carne bovina”, afirma Maia.

O ambiente ainda não representa, entretanto, uma recuperação completa para a cadeia. Suinocultores continuam preocupados com os prejuízos acumulados em diversas regiões produtoras.

Arroba suína chega a R$ 98 em São Paulo

Em São Paulo, a arroba suína subiu de R$ 95 para R$ 98 ao longo da semana.

No Rio Grande do Sul, o quilo do animal vivo permaneceu em R$ 4,80 no sistema de integração e avançou de R$ 4,60 para R$ 4,70 no interior.

Em Santa Catarina, a cotação ficou estável em R$ 4,65 na integração, enquanto o mercado do interior registrou aumento de R$ 4,55 para R$ 4,65 por quilo.

No Paraná, o suíno vivo valorizou de R$ 4,55 para R$ 4,70 no mercado livre. Na integração, o preço permaneceu em R$ 5,05.

Mercado apresenta estabilidade no Centro-Oeste

Em Mato Grosso do Sul, o quilo do suíno vivo continuou cotado a R$ 4,60 em Campo Grande e a R$ 4,65 no sistema integrado.

Em Goiânia, o preço permaneceu em R$ 4,90 por quilo. No interior de Minas Gerais, houve valorização de R$ 5 para R$ 5,10, enquanto o mercado independente manteve a referência de R$ 5,20.

Em Mato Grosso, o quilo vivo seguiu em R$ 5,05 em Rondonópolis e em R$ 4,65 na integração estadual.

Exportações de carne suína crescem 16,3% em volume diário

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram 56,699 mil toneladas nos primeiros oito dias úteis de setembro. A média diária atingiu 7,087 mil toneladas, crescimento de 16,3% em relação a setembro de 2025.

A receita chegou a US$ 130,338 milhões no período, com média de US$ 16,292 milhões por dia. O resultado diário ficou 3,6% acima do registrado no mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O preço médio da tonelada, porém, recuou 11% na comparação anual, para US$ 2.298,80.

As vendas externas continuam sendo a principal variável de sustentação da suinocultura brasileira em 2026. O aumento dos volumes ajuda no escoamento da produção, mas a desvalorização da tonelada exportada limita os ganhos financeiros obtidos pelo setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

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