Na B3, os principais contratos encerraram em baixa
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho apresentou recuo nas cotações futuras, refletindo um ambiente de ajustes e menor ritmo de negócios ao longo do dia. Segundo a TF Agroeconômica, a movimentação foi influenciada pela queda do dólar, leve alta em Chicago e realização de lucros por parte dos investidores.
Na B3, os principais contratos encerraram em baixa, acompanhando a menor liquidez e a cautela nas negociações. O vencimento maio/26 fechou a R$ 72,01, com queda diária de R$ 0,49 e recuo semanal de R$ 3,81. Julho/26 terminou a R$ 70,59, baixa de R$ 0,21 no dia e de R$ 1,10 na semana. Setembro/26 fechou a R$ 71,30, com leve queda diária de R$ 0,08 e recuo semanal de R$ 0,34. A dificuldade em fechar novos lotes, diante das incertezas com custos de transporte, mantém compradores e vendedores mais cautelosos e reduz a liquidez.
No Rio Grande do Sul, o mercado segue travado, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A oferta pontual sustenta as cotações, enquanto a colheita avança de forma desigual, atingindo 68% da área. O rendimento varia bastante entre regiões, impactado por irregularidade climática e déficit hídrico, com produtividades entre 7.200 e 15.000 kg por hectare.
Em Santa Catarina, o descompasso entre pedidas e ofertas limita os negócios. Vendedores indicam valores próximos de R$ 75,00 por saca, enquanto compradores se posicionam ao redor de R$ 65,00, mantendo o mercado lento.
No Paraná, a situação é semelhante, com indicações próximas de R$ 70,00 e demanda ao redor de R$ 60,00. A colheita da primeira safra atinge 80%, enquanto o plantio da segunda safra chega a 83%, com predominância de boas condições.
Já em Mato Grosso do Sul, as cotações mostram leve recuperação, entre R$ 55,00 e R$ 57,00 por saca, sustentadas pela demanda do setor de bioenergia, embora o mercado ainda opere com negociações pontuais.