Segunda-Feira, 23 de Abril, 2026 Acesse nosso Instagram
23-03-2026

Com atuação para o desenvolvimento e conservação ambiental, MS sedia encontro de líderes globais que antecede COP15

Com ações de conservação que incluem monitoramento ambiental, preservação de biomas conectados e manejo sustentável contra impactos de infraestrutura, Mato Grosso do Sul reforça parcerias internacionais e turismo sustentável, entre outros importantes trabalhos realizados pelo Governo do Estado.

E como parte deste protagonismo na agenda global de conservação o Estado sediou, neste domingo (22), o Segmento de Alto Nível que antecede a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS).

O governador Eduardo Riedel participou do evento, juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e também o presidente do Paraguai, Santiago Peña, e outras autoridades nacionais e internacionais – incluindo lideranças de seis convenções ambientais.

“Somos um Estado que carrega uma responsabilidade ambiental de escala global. Com três importantes biomas, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, que é um dos ecossistemas mais preservados do planeta com cerca de 84% de sua vegetação nativa mantida. Proteger o Pantanal é proteger fluxos ecológicos que ultrapassam fronteiras. O que diferencia o Mato Grosso do Sul é como escolhemos desenvolver. Nosso Estado passou por um processo consistente de transformação produtiva, fizemos com entendimento claro de que desenvolvimento e conservação não são opostos”, disse Riedel.

Para o MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) a realização da COP15 da CMS em Campo Grande – entre os dias 23 e 29 de março – demonstra a prioridade do governo brasileiro à conservação do Pantanal, a maior planície alagável do mundo e bioma reconhecido por sua biodiversidade, um ponto logístico natural de migração. O Pantanal sul-mato-grossense é ponto de parada para descanso e alimentação de 190 espécies de aves, que transitam do hemisfério norte (Canadá, EUA) até o extremo-sul (região da Patagônia).

“Precisamos de acordos, políticas integrais e compromissos conjuntos. Alinhar estratégias e reconhece que proteger espécies é proteger o equilíbrio global”, disse a ministra Marina Silva (MMA).

A conferências reflete, assim como a COP-30 realizada no fim de 2025 em Belém (PA), o crescente reconhecimento de que os principais desafios ambientais desta época — as alterações climáticas e a perda de biodiversidade — exigem respostas coordenadas entre as nações e não podem ser abordados isoladamente.

“O Pantanal simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência de países cujas faunas e as floras atravessam fronteiras. A Convenção sobre Efeitos Migratórios nos lembra de uma mensagem simples, mas poderosa. Migrar é natural. Ao cruzar os continentes conectados com sistemas distantes, essas espécies revelam que a natureza não conhece limite entre estados. A onça pintada movimenta-se por quase todo o território preservado das Américas em busca de áreas para caçar e ser reproduzido por segurança. A sobrevivência dessas espécies depende de ação coletiva”, disse o presidente Lula.

Sediada pela primeira vez no Brasil, a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS COP15) deve reunir representantes de 133 países, um público estimado de 2 mil participantes, entre autoridades governamentais, cientistas, membros de organizações internacionais de defesa ambiental e da sociedade civil.

Ontem, as autoridades mundiais debateram no High Level Segment “o papel das zonas úmidas na conservação das espécies migratórias e os impactos de obras de infraestrutura na manutenção de habitats e rotas”.

“É preciso avançar para um modelo que combine regulação com incentivos inteligentes, que torne a conservação uma escolha economicamente viável e não apenas uma obrigação. É preciso ouvir a ciência. Esse é o caminho que estamos trilhando, alinhar produção e preservação, gerar valor a partir da natureza e posicionar o Estado como uma potência ambiental além de agropecuária. Esse é o caminho que estamos trilhando. A COP15 é uma oportunidade estratégica para avançarmos nessa agenda em escala global”, disse Riedel.

O evento também reuniu o secretário Jaime Verruck e o secretário-adjunto Artur Falcette, ambos da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul), além da ministra Simone Tebet (Planejamento e Orçamento).

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende, Secom/MS

Veja Mais
Cotações do milho seguem firmes no Brasil e nos EUA...
Senar MS lança 15 novos cursos gratuitos e online voltados ao ag...
Governo do Brasil libera Garantia-Safra 2024/2025 para 685 mil a...
Conab inicia projeto nacional de energia solar em unidades armaze...
Mercado de café enfrenta pressão global ...
Safra recorde de soja contrasta com queda nas margens e pressiona...
Indústria brasileira do agro encontra oportunidades estratégica...
Brasil abre novos mercados para macadâmia, castanha de caju e ca...
13º do INSS antecipado: veja quem recebe já...
Virada no clima anima safra na Argentina...
Mais vistos