Na B3, os contratos futuros fecharam de forma mista
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho apresentou comportamento equilibrado, com variações pontuais nos preços e manutenção de fundamentos ligados à oferta restrita e à demanda ativa. O cenário reflete ajustes moderados nas negociações, em meio a incertezas externas e limitações logísticas no escoamento da produção.
Na B3, os contratos futuros fecharam de forma mista nesta terça-feira, com pequenas oscilações. O vencimento maio/26 encerrou cotado a R$ 71,91, com leve queda no dia e na semana. Já julho/26 subiu para R$ 71,10, acumulando ganhos no período, enquanto setembro/26 também avançou, fechando a R$ 71,50. No mercado físico, os preços seguem firmes, sustentados pela recomposição de estoques e pela menor disponibilidade imediata, embora o volume de negócios permaneça limitado.
No Rio Grande do Sul, a comercialização segue lenta e regionalizada, com compradores cautelosos e priorizando estoques próprios. As cotações variam entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca, enquanto a média estadual recuou para R$ 57,55. A colheita avança de forma irregular, atingindo 86%, influenciada pelo direcionamento de máquinas para outras culturas.
Em Santa Catarina, o mercado permanece travado pelo desalinhamento entre preços pedidos e ofertados. As indicações giram próximas de R$ 75,00, enquanto compradores atuam ao redor de R$ 65,00. A colheita chegou a 66,3%, com ritmo próximo da média histórica.
No Paraná, a liquidez também é reduzida, com negociações pontuais e diferenças entre pedidas e ofertas. Os preços ao produtor variam entre R$ 58,94 e R$ 65,03 por saca. A colheita da primeira safra alcança 80%, enquanto a segunda safra enfrenta impactos climáticos em algumas regiões.
Em Mato Grosso do Sul, o mercado mostra recuperação após quedas recentes, com preços entre R$ 55,00 e R$ 57,00. O setor de bioenergia segue como importante suporte à demanda. O plantio da safrinha avança, atingindo 84%, apesar de interferências climáticas.