No Rio Grande do Sul, a colheita segue avançando
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho apresentou movimentos distintos ao longo da semana, influenciado por fatores internos e externos que afetaram tanto os preços quanto a dinâmica de negociação. Levantamento da TF Agroeconômica aponta que os contratos futuros na B3 ganharam fôlego antes do feriado, em meio à atenção voltada ao desenvolvimento da segunda safra.
Na bolsa brasileira, as cotações fecharam com variações mistas, mas com leve viés positivo no acumulado semanal. O contrato de junho, referência para o milho safrinha, avançou, enquanto indicadores como Chicago e o dólar registraram queda no período. A média Cepea também recuou, refletindo um ambiente ainda pressionado no mercado físico.
No Rio Grande do Sul, a colheita segue avançando, embora com resultados irregulares devido à distribuição desigual das chuvas. A produtividade varia entre regiões, com perdas em áreas afetadas pelo déficit hídrico e melhores desempenhos onde o plantio ocorreu dentro da janela ideal. O mercado local permanece com baixa liquidez, com compradores priorizando estoques próprios e negociações pontuais.
Em Santa Catarina, o principal entrave continua sendo a diferença entre preços pedidos e ofertados, o que mantém o ritmo de negócios lento. Mesmo com oferta ajustada, a postura cautelosa de produtores e compradores limita a fluidez do mercado.
No Paraná, o cenário também é de baixa liquidez, com incertezas em relação à segunda safra devido ao clima irregular. Apesar de a maior parte das lavouras apresentar boas condições, episódios de calor e chuvas mal distribuídas aumentam o risco sobre o potencial produtivo.
Já em Mato Grosso do Sul, os preços mostram maior dispersão após quedas recentes, com o setor de bioenergia atuando como importante fator de sustentação. Ainda assim, a combinação de oferta disponível e atuação seletiva da demanda mantém o mercado travado.