A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado da soja apresentou oscilações moderadas ao longo da semana, refletindo a combinação de fatores de suporte e pressão nas cotações internacionais e domésticas. Segundo análise da TF Agroeconômica, o comportamento dos preços foi marcado por leve queda diária em Chicago, apesar de um pequeno avanço no acumulado semanal.
A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja, que avançou 2,25% na semana, impulsionado pela alta do petróleo e pela expectativa de maior demanda global por biodiesel. O cenário internacional também foi influenciado por discussões sobre aumento da mistura de biocombustíveis em países como a Indonésia, além de compras pontuais de farelo de soja, como as realizadas pela Coreia do Sul. Outro fator de suporte foi a ampliação das áreas sob seca nos Estados Unidos, elevando preocupações sobre o início do plantio.
Por outro lado, o mercado segue pressionado por fundamentos de demanda mais fracos. As exportações norte-americanas recuaram de forma significativa na semana, e o volume acumulado permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. A ausência recente da China nas compras e volumes abaixo do esperado também contribuem para limitar movimentos de alta. Soma-se a isso a redução nas importações de óleo vegetal pela Índia e a perspectiva de maior produção na América do Sul, com destaque para o Paraguai.
Diante desse conjunto de fatores, o mercado internacional permanece em consolidação, com oscilações dentro de faixas bem definidas. A tendência de curto prazo segue lateral, com leve viés de baixa, condicionada principalmente ao comportamento da demanda chinesa, do petróleo e das condições climáticas nos Estados Unidos.
No Brasil, os preços acompanham o cenário externo e mantêm estabilidade relativa. A expectativa de grandes safras reforça a cautela e amplia o risco de pressão nos próximos meses, o que tem incentivado estratégias de fixação antecipada para a safra futura.