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07-04-2026

Mercado de defensivos entra em zona de tensão

O avanço simultâneo de mais de 37 insumos relevantes evidencia um encarecimento

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado de defensivos agrícolas atravessa um momento de pressão que vai além de oscilações pontuais de preços e indica mudanças mais profundas na dinâmica da cadeia agroquímica. Segundo análise de Mauricio S., CEO da AEGRO, com base em dados divulgados pela AgroPages, o cenário atual reflete um movimento amplo de alta nas matérias-primas, impulsionado por restrições de oferta, repasse de custos e demanda sazonal consistente.

O avanço simultâneo de mais de 37 insumos relevantes evidencia um ambiente de encarecimento generalizado. Indicadores técnicos reforçam essa tendência, com o índice de herbicidas alcançando 87,86 pontos, alta de 11,50% em relação ao ano anterior e 13,39% no mês. Já os inseticidas registraram elevação de 8,90% no comparativo anual e 11,50% mensal. Produtos como clorantraniliprole, abamectina refinada, propiconazol e trifloxistrobina aparecem como exemplos de um mercado pressionado por custos e limitações de oferta.

Na avaliação do executivo, o cenário expõe fragilidades estruturais do setor, que por anos concentrou esforços na negociação de preços como principal estratégia de eficiência. Com fatores como geopolítica, energia, restrições regulatórias e gargalos produtivos influenciando diretamente o abastecimento, o preço passa a refletir decisões industriais e de gestão de risco.

A leitura é de que empresas que tratarem o abastecimento de forma estratégica terão vantagem competitiva. A antecipação de riscos, diversificação de fornecedores e gestão inteligente de estoques tendem a ganhar peso em um ambiente menos previsível. Esse movimento também altera a relação com o cliente final, ampliando o foco para previsibilidade, segurança e resultado.

“Nossa impressão aqui na Aegro é que esse tipo de movimento também muda a conversa com o cliente final. Quando os custos sobem de forma disseminada, a discussão deixa de ser somente ‘quanto custa o produto’ e passa a ser ‘qual solução entrega mais previsibilidade, resultado e segurança de abastecimento’. E isso vale para indústrias, distribuidores e parceiros comerciais”, conclui.

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