Outro fator que chama atenção é o custo de produção
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado do arroz apresenta sinais relevantes em 2026, em meio a um cenário de atenção por parte dos agentes da cadeia produtiva. As informações foram apresentadas por Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações.
A análise indica que a colheita ocorre em ritmo mais lento do que no ano anterior, enquanto os preços permanecem estabilizados na faixa entre R$ 60 e R$ 62 por saco. Ao mesmo tempo, produtores adotam uma postura de retenção do produto, o que contribui para um ambiente de menor oferta imediata no mercado.
Outro fator que chama atenção é o custo de produção, atualmente estimado entre R$ 70 e R$ 80 por saco. Esse descompasso entre custo e preço influencia diretamente as decisões do produtor e ajuda a explicar a resistência na comercialização. Mesmo com o avanço da colheita, o arroz não apresentou queda significativa de preços, o que reforça a percepção de um mercado travado.
A avaliação também aponta que o foco não está apenas no valor atual, mas nas condições que estão se formando para os próximos movimentos. O comportamento dos produtores, aliado aos custos elevados, pode impactar a disponibilidade do produto em momentos mais críticos do abastecimento.
Além disso, fatores externos como tensões internacionais, custos de energia e fertilizantes já exercem pressão sobre o setor agropecuário, criando um ambiente de incerteza. Há ainda o risco de redução na oferta futura, caso as condições atuais influenciem o planejamento da próxima safra.
O cenário indica que a entrada do restante da produção poderá redefinir o comportamento do mercado, exigindo atenção de produtores, indústria e varejo. As movimentações atuais têm potencial de impactar diretamente o consumidor final, refletindo no preço do alimento no dia a dia.