A soja apresenta comportamento mais estável
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de grãos inicia a semana com sinais de maior volatilidade, influenciado por fatores geopolíticos e climáticos que alteram as expectativas de oferta e demanda no cenário internacional. Segundo a TF Agroeconômica, o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã e o anúncio de bloqueio naval no Estreito de Ormuz elevaram os riscos para o fornecimento global de energia.
O impacto foi imediato no petróleo, que subiu entre 7% e 8%, com o WTI próximo de US$ 105 e o Brent acima de US$ 102 por barril, trazendo reflexos diretos para as commodities agrícolas. No trigo, os contratos em Chicago registraram alta, com o vencimento maio/26 a US$ 583,50 por bushel. O cenário combina o retorno do prêmio geopolítico com preocupações climáticas nas Grandes Planícies dos Estados Unidos, onde a previsão de chuvas pode não ser suficiente para reverter o déficit hídrico das lavouras de inverno.
A soja apresenta comportamento mais estável, com leve recuo nos preços. O contrato maio/26 opera a US$ 1.174,75 por bushel, pressionado pela expectativa de chuvas no Meio-Oeste, que podem favorecer a próxima safra. Ainda assim, a alta do petróleo sustentou o óleo de soja, limitando perdas mais expressivas no complexo, enquanto o farelo recuou após ganhos recentes.
No milho, os preços iniciam a semana em recuperação na Bolsa de Chicago, com o contrato maio/26 a US$ 444,75 por bushel. O movimento ocorre após quatro semanas consecutivas de queda e é impulsionado tanto pela valorização do petróleo quanto pela entrada de compradores no mercado. Apesar disso, os elevados estoques nos Estados Unidos seguem como fator de pressão, e a previsão de chuvas no Meio-Oeste pode restringir avanços adicionais.