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23-04-2026

Milho dispara na bolsa, mas trava no campo

Na bolsa, o mercado passou a precificar um tempo mais quente e seco

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado de milho voltou a combinar sinais distintos entre os contratos futuros e a negociação física no país. Segundo a TF Agroeconômica, a alta registrada na B3 nesta quarta-feira refletiu a preocupação com o clima em importantes regiões produtoras e um movimento de proteção dos compradores diante do avanço das indústrias de etanol e das incertezas no cenário externo.

Na bolsa, o mercado passou a precificar um tempo mais quente e seco nas áreas de plantio da safrinha, o que deu sustentação às cotações. O vencimento maio/26 fechou a R$ 68,95, com ganho de R$ 1,40 no dia e de R$ 2,72 na semana. Julho/26 terminou em R$ 69,69, alta diária de R$ 1,81 e semanal de R$ 2,52. Setembro/26 encerrou a R$ 71,47, com avanço de R$ 1,60 no dia e de R$ 3,27 na semana.

Esse movimento, porém, ainda não chegou com a mesma força ao mercado físico, onde os preços seguem pressionados e a média Cepea não recuperou as quedas recentes. No Rio Grande do Sul, o ambiente continua de baixa liquidez, com negócios pontuais e compradores cautelosos diante da oferta confortável, estoques elevados e boa perspectiva para a safrinha. As cotações variam de R$ 56 a R$ 62 por saca.

Em Santa Catarina, o impasse entre pedidas e ofertas mantém o mercado travado. As indicações seguem próximas de R$ 75 por saca, enquanto a demanda gira ao redor de R$ 65. No Paraná, a pressão continua, com indicações perto de R$ 65 e demanda em torno de R$ 60 CIF, além de novos ajustes negativos ao produtor em várias praças.

Já em Mato Grosso do Sul, houve reação após semanas de maior pressão, com preços entre R$ 57 e R$ 59 por saca, embora as negociações ainda ocorram lentamente. Em comum, os estados seguem influenciados pelo dólar abaixo de R$ 5,00, pela atuação seletiva da demanda e pela expectativa de melhora no consumo ao longo do segundo semestre.

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