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04-05-2026

Milho segue sem tendência forte no curto prazo

A principal orientação da TF Agroeconômica para produtores é aproveitar repiques

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado de milho mantém comportamento indefinido, com sinais distintos entre as cotações internacionais e o ambiente doméstico. Segundo análise da TF Agroeconômica, Chicago segue lateralizado, com viés levemente altista, enquanto no Brasil a pressão de oferta ainda limita uma reação mais consistente dos preços.

Na CBOT, o contrato julho de 2026 trabalha dentro de uma faixa técnica entre 460 e 480 cents por bushel. O teste da resistência próxima de 480 cents é considerado um ponto decisivo. Um rompimento desse nível poderia abrir espaço para novas altas, enquanto uma falha tende a devolver o mercado ao movimento de consolidação. O suporte de curto prazo permanece ao redor de 460 cents por bushel, reforçando a leitura de um mercado sem tendência forte neste momento.

Entre os fatores de sustentação estão as chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, que podem atrasar o plantio em três a quatro dias, a compra de cerca de 6 mil contratos por fundos e o risco de estresse hídrico em regiões importantes da safrinha brasileira. A queda dos estoques de etanol nos Estados Unidos, mesmo com produção levemente menor, também indica demanda ainda consistente. Além disso, riscos geopolíticos seguem adicionando prêmio ao mercado global de grãos.

No sentido contrário, a queda das primas FOB argentinas sinaliza maior agressividade exportadora, em um contexto de boa oferta na América do Sul. No Brasil, o avanço da colheita da safra de verão, estoques elevados em algumas regiões e maior presença de produtores nas vendas reforçam a pressão baixista. A demanda por etanol nos Estados Unidos tem leitura neutra a levemente negativa, diante da queda na produção.

A principal orientação da TF Agroeconômica para produtores é aproveitar repiques, especialmente em caso de rompimento da resistência em Chicago, para fixar preços. A consultoria recomenda evitar a retenção de grandes volumes, já que o risco predominante no Brasil ainda é de baixa, com a safrinha como principal fator de atenção. Para compradores e indústrias, as quedas podem abrir oportunidades, mas compras agressivas no topo do canal em Chicago exigem cautela.

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