No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 79% dos 6,62 milhões de hectares
Agrolink - Leonardo Gottems
A soja teve um início de maio marcado por alta em Chicago, pressão logística no Brasil e diferenças regionais relevantes na formação dos preços. As informações são da TF Agroeconômica.
Na CBOT, os contratos fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionados pelo petróleo e pelo óleo de soja. O vencimento maio subiu 1,73%, a US$ 12,0750 por bushel, enquanto julho avançou 1,77%, a US$ 12,2275. O farelo para maio teve leve queda de 0,03%, e o óleo de soja subiu 1,85%, a US$ 78,02. O mercado também acompanhou dados de esmagamento de março, estimados em 6,18 milhões de toneladas, além de especulações sobre a viagem de Donald Trump à China em maio, em meio à expectativa por acordos que acelerem compras chinesas.
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 79% dos 6,62 milhões de hectares, mas o excesso de umidade reduziu o ritmo dos trabalhos e afetou a qualidade dos grãos. A ferrugem asiática avançou em lavouras tardias, enquanto o preço médio caiu 1,68%, para R$ 115,25. No porto de Rio Grande, a saca foi cotada a R$ 130,00.
Em Santa Catarina, a demanda das cadeias de suínos e aves sustentou preços mais estáveis, com Rio do Sul em R$ 118,00 e São Francisco do Sul a R$ 129,20. No Paraná, a produção combinada de soja e milho foi projetada em 39,1 milhões de toneladas, mas os preços seguem cerca de 6% abaixo de 2025, pressionados pelo câmbio.
Mato Grosso do Sul encerra a safra com produtividade de 61,73 sacas por hectare e produção de 17,759 milhões de toneladas. Em Mato Grosso, a colheita terminou com recorde de 51,56 milhões de toneladas, mas armazéns no limite e frete elevado mantêm pressão sobre as margens.