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13-05-2026

Mercados agrícolas abrem atentos ao USDA

Na soja, Chicago operava em alta

Agrolink - Leonardo Gottems

Os mercados agrícolas iniciaram o dia com atenção voltada aos ajustes nas bolsas internacionais, às projeções de oferta e demanda e aos efeitos do câmbio sobre a formação dos preços. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura dos mercados desta quarta-feira, 13 de maio de 2026, trigo, soja e milho operavam influenciados por fatores climáticos, demanda externa e novos dados do USDA.

No trigo, os contratos em Chicago mostravam comportamento misto, com julho de 2026 a US$ 679,75, alta de 0,75 ponto, enquanto dezembro de 2026 recuava 2 pontos, a US$ 708,25. No mercado físico, o Paraná registrava R$ 1.349,10, avanço de 0,23% no dia, e o Rio Grande do Sul, R$ 1.294,62, alta de 0,58%. A reação internacional foi sustentada pela divulgação do relatório WASDE de maio, que trouxe forte redução nas previsões de trigo nos Estados Unidos e no mundo. A estimativa para a safra norte-americana caiu para 42,5 milhões de toneladas, ante 54 milhões no ciclo anterior. A condição do trigo de inverno também segue pressionada, com apenas 28% da safra classificada como boa a excelente, em meio a seca, geada e perdas de área agrícola.

Na soja, Chicago operava em alta, com julho de 2026 a US$ 1.229,50, avanço de 2,75 pontos. O farelo e o óleo de soja também subiam. No físico, o interior indicava R$ 122,81, alta de 0,41%, e Paranaguá, R$ 129,53, avanço de 0,53%. O mercado encontrou suporte nas expectativas de maior demanda por óleo de soja para biodiesel nos Estados Unidos e nas compras chinesas de soja brasileira para julho. A possibilidade de novas aquisições de soja americana pela China segue no radar, assim como os efeitos do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping sobre a volatilidade dos preços.

No milho, os contratos em Chicago também subiam, com julho de 2026 a US$ 481,75. O USDA projetou produção americana de 406,3 milhões de toneladas em 2026, abaixo das 432,3 milhões do ano anterior, com estoques finais estimados em 49,7 milhões. No cenário global, os estoques finais de 2026/27 foram projetados em 277,5 milhões de toneladas, refletindo consumo acima da produção. Entre os indicadores, o dólar mini no Brasil operava a R$ 4,9160, enquanto o petróleo WTI tinha leve queda e o índice dólar avançava.

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