Na B3, os contratos futuros fecharam de forma mista nesta terça-feira
Agrolink - Leonardo Gottems
O mercado de milho segue marcado por baixa liquidez, compradores cautelosos e atenção ao comportamento da oferta na América do Sul, em um cenário de preços ainda acomodados em várias regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, as cotações na B3 acompanharam a alta de Chicago e a leve recuperação do dólar, mas ainda não absorveram totalmente o aumento de safra no Brasil e, principalmente, na Argentina indicado pelo USDA.
Na B3, os contratos futuros fecharam de forma mista nesta terça-feira. O vencimento de maio de 2026 encerrou a R$ 65,79, com queda diária de R$ 0,22 e recuo semanal de R$ 1,24. Julho de 2026 fechou a R$ 68,14, alta de R$ 0,21 no dia, mas baixa de R$ 0,48 na semana. Setembro de 2026 terminou a R$ 70,55, avanço de R$ 0,39 no dia e ganho semanal de R$ 0,22. O mercado acompanha o frio no Sul e o tempo seco no Centro-Oeste, embora o aumento da oferta sul-americana possa pressionar os contratos.
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 95% da área, com produtividades diferentes entre regiões por causa da irregularidade das chuvas. O mercado local mantém negócios pontuais, com indicações entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca e média estadual de R$ 58,12.
Em Santa Catarina, as indicações seguem próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 65,00. A colheita está em 99% da área, restando apenas áreas de safrinha. No Paraná, a liquidez também é baixa, com indicações perto de R$ 65,00 e demanda ao redor de R$ 60,00 CIF. A primeira safra atinge 99% da área colhida, enquanto a segunda safra foi favorecida por chuvas recentes e temperaturas mais amenas.
Em Mato Grosso do Sul, a oferta elevada e a cautela dos compradores mantêm o mercado pressionado. As cotações variam entre R$ 54,00 e R$ 55,05 por saca, enquanto a redução das chuvas no Nordeste do estado já provoca perda de potencial em parte da safrinha.