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14-05-2026

Trigo recua no exterior após alta recente

No Rio Grande do Sul, o mercado mantém viés de alta

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado do trigo encerrou a quarta-feira com pressão nas bolsas internacionais e ajustes regionais no Brasil, em um ambiente marcado por realização de lucros no exterior e firmeza nas pedidas internas. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento refletiu a acomodação dos preços após a forte alta do dia anterior, enquanto fundamentos ainda sustentam atenção sobre a oferta nos Estados Unidos.

Na Bolsa de Chicago, o contrato maio do trigo brando SRW ficou estável a US$ 665,00, enquanto julho recuou 0,52%, ou 3,50 cents por bushel, para US$ 675,50. Em Kansas, o trigo duro HRW para julho caiu 0,89%, a US$ 724,75, e em Minneapolis o HRS para julho perdeu 0,59%, a US$ 719,75. Na Euronext, em Paris, o trigo para moagem com vencimento em setembro fechou em queda de 0,46%, a € 215,50. A baixa foi atribuída à realização de lucros, embora o Conselho de Qualidade do Trigo tenha apontado produtividades 24,15% menores que as do ano passado no Kansas. Na Europa, chuvas recentes na França, Alemanha e Polônia reduziram riscos de perdas mais severas, mas os estoques franceses seguem apertados, com relação estoque/consumo de 9%.

No Rio Grande do Sul, o mercado mantém viés de alta. Após consolidar R$ 1.300,00 por tonelada, vendedores passaram a buscar R$ 1.350,00 para embarque em maio e junho, com pagamento no fim de junho. Compradores aceitam avaliar esse nível para embarque em julho ou para trigo melhorador. Maio está totalmente coberto e junho tem estimativa de 50% de cobertura. Na safra nova, houve negócios pontuais a R$ 1.250 CIF porto e R$ 1.100 no interior, mas a aceitação diminuiu. A área deve cair 25% ou mais no estado, com redução de 60% no investimento em adubação.

Em Santa Catarina, o mercado segue lento, acompanhando as vendas de farinhas, mas com elevação nas pedidas. O trigo catarinense chegou a R$ 1.350,00 por tonelada FOB, enquanto no Paraná as ofertas ficaram entre R$ 1.320 e R$ 1.350 no Sudoeste. No Paraná, com moinhos abastecidos, as pedidas recuaram levemente, com negócios entre R$ 1.330 e R$ 1.400 FOB, conforme a região.

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