No milho, os preços ao produtor caíram 2% em maio
Agrolink - Leonardo Gottems
Os preços da soja e do milho no Brasil recuaram em maio, em um cenário de pressão interna sobre as cotações e desempenho ainda forte nas exportações da oleaginosa. A avaliação consta em relatório do Rabobank, elaborado pela RaboResearch.
Segundo o levantamento, os preços da soja na fazenda tiveram queda modesta no mês, mas acumulam recuo de 6% na comparação anual. A pressão vem de uma combinação de fatores: real mais forte, aumento dos prêmios no mercado brasileiro e custos internos de frete em elevação, elementos que comprimem os preços locais, mesmo diante de níveis mais firmes na Bolsa de Chicago.
No milho, os preços ao produtor caíram 2% em maio frente ao mês anterior. O relatório aponta que a competição mais intensa dos Estados Unidos e da Argentina ampliou a disponibilidade do cereal no primeiro trimestre de 2026, contribuindo para o movimento de baixa.
As exportações brasileiras de soja somaram 16,7 milhões de toneladas em abril, avanço de 10% em relação ao mesmo mês de 2025. De acordo com a RaboResearch, a safra recorde, combinada à forte competitividade do Brasil no mercado internacional, sustentou o programa de embarques.
Já no milho, as exportações de abril totalizaram 500 mil toneladas, queda de 52% ante o mês anterior. A RaboResearch projeta que os volumes exportados em 2026 fiquem abaixo dos registrados em 2025.
No campo, as condições da safrinha são consideradas boas em Mato Grosso. Em regiões como Goiás, Minas Gerais e Tocantins, porém, o tempo mais seco deve reduzir a produtividade e limitar o tamanho da colheita. A consultoria estima a produção total de milho em 137 milhões de toneladas na temporada 2025/26.