Sexta-Feira, 22 de Junho, 2026 Acesse nosso Instagram
22-05-2026

Milho fecha em leve alta na bolsa brasileira

No Rio Grande do Sul, o mercado físico segue com baixa liquidez

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado brasileiro de milho encerrou a quinta-feira com movimentos moderados, em um ambiente marcado por cautela, baixa liquidez e atenção aos efeitos do clima sobre as lavouras. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros do cereal na B3 fecharam em leve alta, mesmo na contramão do dólar e da bolsa de Chicago.

A avaliação é de que o mercado segue atento à possibilidade de quebra de safra, mas sem movimentos mais fortes, mantendo os preços próximos da estabilidade dentro de uma faixa estreita de variação. Na B3, o vencimento de julho de 2026 fechou a R$ 67,25, com alta de R$ 0,30 no dia. Setembro de 2026 terminou a R$ 70,00, avanço de R$ 0,23, enquanto novembro de 2026 encerrou a R$ 72,80, ganho diário de R$ 0,10.

No Rio Grande do Sul, o mercado físico segue com baixa liquidez e negócios pontuais. As indicações variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 58,24, alta semanal de 0,28%. A colheita chegou a 96% da área, mas geadas pontuais desaceleraram lavouras tardias e causaram danos em áreas de maior altitude, levando parte da produção ao uso para silagem.

Em Santa Catarina, a movimentação continua limitada. As indicações ficam próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 65,00. A diferença entre compradores e vendedores dificulta novos negócios, mesmo com oferta ajustada em parte do estado.

No Paraná, estoques elevados e compradores seletivos mantêm o mercado pressionado. As indicações seguem perto de R$ 65,00 por saca, com demanda ao redor de R$ 60,00 CIF. A primeira safra está totalmente colhida, enquanto a segunda safra teve leve piora nas condições, com áreas boas recuando de 84% para 82%.

Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 51,00 e R$ 53,00 por saca. A maior oferta disponível e a postura cautelosa dos compradores mantêm o ritmo de negócios lento, apesar do suporte parcial da demanda do setor de bioenergia.

Veja Mais
Nova safra deve separar gestão de improviso...
Óleos vegetais recuam com demanda mais fraca...
Soja recua com clima favorável nos EUA...
MS avança em qualidade de vida e ocupa 7ª colocação nacional ...
Preço do feijão dispara em Santa Catarina com queda de oferta e...
Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27...
Queda da ureia não estimula compras e mercado segue travado...
Etanol de cana pode reduzir emissões em até 19% até 2030 ...
Sanidade ganha protagonismo em novo cenário da pecuária brasile...
Argentina: Safra de girassol atinge recorde histórico...
Mais vistos