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22-05-2026

Óleos vegetais recuam com demanda mais fraca

A ausência de novidades reduziu o apetite dos agentes

Agrolink - Leonardo Gottems

Os mercados de óleos vegetais encerraram a semana de 11 a 15 de maio em queda, pressionados por sinais mais fracos de consumo e pela frustração com a falta de novos avanços nas negociações envolvendo a soja. Segundo a StoneX, o movimento refletiu uma combinação de liquidação especulativa no complexo da oleaginosa e perda de sustentação nos principais contratos internacionais.

No óleo de soja, o contrato de julho negociado na CBOT fechou o período cotado a US¢ 72,17 por libra-peso, com recuo acumulado de 2,9% na semana. A pressão ganhou força após a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, não resultar em novos compromissos de compra por parte da China além do acordo de 25 milhões de toneladas por ano, que já estava incorporado aos preços. A ausência de novidades reduziu o apetite dos agentes e levou a ajustes nas posições, afetando também o óleo de soja.

Apesar do recuo semanal, o relatório WASDE de maio, divulgado pelo USDA, trouxe projeções consideradas robustas para o uso de óleo de soja em biocombustíveis em 2026/27. O dado reforçou a avaliação de que o setor deve continuar exercendo papel relevante como vetor de demanda da commodity nos próximos ciclos, ainda que o mercado tenha reagido de forma mais imediata aos sinais de menor dinamismo nas compras internacionais.

O óleo de palma também acompanhou o movimento negativo. O contrato de julho na Bursa encerrou a semana a US$ 1.117,8 por tonelada, queda de 2,97% no período. Entre os fatores de pressão estiveram a demanda enfraquecida de Índia e China, o estreitamento do desconto em relação ao óleo de soja e as incertezas sobre a alocação dos volumes subsidiados no programa B50 da Indonésia.

Com isso, a semana foi marcada por um ajuste generalizado nos óleos vegetais, em um ambiente de cautela dos compradores e reposicionamento dos agentes diante da falta de novos estímulos comerciais.

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