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25-05-2026

Preço do milho ainda busca um piso no país

Para os agricultores com milho disponível, a recomendação é aproveitar repiques

Agrolink - Leonardo Gottems

O mercado do milho atravessa uma fase de cautela, com recuperação pontual em Chicago, mas ainda sem sinais firmes de mudança na tendência principal. Segundo análise da TF Agroeconômica, a estratégia deve priorizar vendas e compras escalonadas, já que a oferta global elevada segue pressionando os preços, enquanto riscos climáticos nos Estados Unidos e uma eventual volta da China às compras mantêm algum potencial de reação.

Para os agricultores com milho disponível, a recomendação é aproveitar repiques de alta para avançar nas vendas. A retenção excessiva à espera de uma recuperação forte no curto prazo é vista como arriscada, porque a entrada mais intensa da safrinha ainda pode ampliar a pressão sazonal sobre o mercado físico. No Brasil, o indicador ESALQ/BM&FBovespa permanece em tendência de baixa e ainda não confirmou um fundo consistente.

Para a safra 2026/27, a orientação é iniciar proteção parcial em momentos de recuperação em Chicago, sem comprometer toda a produção neste momento. O hedge escalonado é apontado como alternativa mais prudente, especialmente porque o risco climático americano ainda está aberto e pode alterar o comportamento dos preços caso as chuvas previstas não se confirmem em áreas relevantes, como Nebraska.

A estratégia indicada para produtores é vender em lotes, proteger margens positivas e acompanhar de perto o clima nos Estados Unidos, o ritmo das exportações, o câmbio e os prêmios portuários. Em Chicago, o contrato julho/26 passou a operar em faixa lateral, entre cerca de 448 e 480 cents por bushel, com tendência de curto prazo lateral e viés levemente baixista.

Para cooperativas, indústrias e consumidores, a avaliação é que o mercado ainda pode oferecer oportunidades melhores de compra entre junho e julho. As compras escalonadas seguem como a estratégia mais segura, evitando concentração de cobertura em apenas um momento.

Entre exportadores, o forte ritmo das vendas americanas exige atenção. Qualquer retomada da demanda chinesa pode elevar rapidamente Chicago e os prêmios, apesar do peso baixista da oferta sul-americana, com destaque para a safra recorde argentina e a perspectiva de ampla disponibilidade no Brasil.

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