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25-05-2026

Soja fecha em leve alta antes de feriado nos EUA

No Brasil, o mercado físico mostrou comportamentos distintos entre os estados

Agrolink - Leonardo Gottems

A soja encerrou o dia em leve alta na Bolsa de Chicago, em um movimento marcado por ajustes de posições antes do feriado prolongado de Memorial Day nos Estados Unidos e pela tentativa de recuperação após dias de pressão nos contratos futuros.

Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho subiu 0,19%, a US$ 11,9650 por bushel, enquanto agosto avançou 0,13%, a US$ 11,9500. O farelo de soja para julho fechou em alta de 1,07%, a US$ 331,90 por tonelada curta, e o óleo de soja teve avanço de 0,15%, a US$ 73,98 por libra-peso.

O ganho diário ocorreu em meio ao reposicionamento do mercado antes do feriado nos EUA. Na semana, a soja acumulou alta de 1,66%, sustentada inicialmente pelo anúncio da Casa Branca de que a China investiria US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas americanos entre 2026 e 2028. A ausência de confirmação por Pequim, porém, reduziu o entusiasmo e levou à liquidação de parte das posições compradas.

Na América do Sul, a Argentina tende a ganhar competitividade nos próximos meses. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou a estimativa para a atual safra, enquanto o governo sinalizou redução gradual das tarifas de exportação do grão e de seus subprodutos a partir de 2027.

No Brasil, o mercado físico mostrou comportamentos distintos entre os estados. No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 98% da área, com produtividade média de 2.871 kg por hectare, mas forte diferença entre lavouras irrigadas e áreas afetadas pela estiagem. O porto de Rio Grande fechou a R$ 130,00 por saca.

Em Santa Catarina, a colheita está tecnicamente encerrada nas principais regiões, com o porto de São Francisco do Sul a R$ 131,00. No Paraná, os preços avançaram no interior, enquanto o complexo soja registrou recorde de US$ 2,3 bilhões em exportações no primeiro quadrimestre. Em Mato Grosso do Sul, a safra somou 17,759 milhões de toneladas, mas produtores do sul ainda aguardam seguros por perdas climáticas. Em Mato Grosso, altas no físico dividiram espaço com preocupação sobre custos, fretes e armazenagem.

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