Café caminha para encerrar a semana com negociações moderadas nesta sexta-feira (25). A alta dos contratos de arábica em Nova York oferece suporte às cotações domésticas, enquanto a queda do dólar reduz o estímulo às vendas voltadas para exportação.
Em uma leitura da manhã informada pelo mercado, o contrato para dezembro de 2026 subia 2,70% na ICE Futures US, a 282,80 centavos de dólar por libra-peso. Mais cedo, por volta das 7h50, havia sido cotado a 279,00 centavos. As referências mostram a recuperação ao longo da manhã e podem mudar até o fechamento do pregão.
Na quinta-feira, dezembro encerrou a 275,35 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,2%. No mercado físico brasileiro, os preços permaneceram estáveis, com vendedores retraídos e compradores cautelosos.
Quanto custa a saca de café no mercado físico
No Sul de Minas Gerais, o arábica bebida boa da safra nova, com 15% de catação, foi indicado entre R$ 1.570 e R$ 1.580 por saca na quinta-feira. No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura com a mesma catação ficou entre R$ 1.580 e R$ 1.590 por saca. As duas referências não tiveram alteração.
Na Zona da Mata mineira, o arábica rio tipo 7 da safra 2026, com 20% de catação, permaneceu em R$ 1.170 por saca. Em Vitória (ES), o conilon tipo 7 foi cotado entre R$ 950 e R$ 960 por saca, enquanto o tipo 7/8 variou de R$ 940 a R$ 950 por saca.
Safra recorde limita reação dos preços do café
A perspectiva de maior oferta brasileira continua a pesar sobre o mercado internacional. Em levantamento divulgado na quinta-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou a safra de café de 2026 em 67,6 milhões de sacas, volume 19,6% superior ao de 2025 e o maior de sua série histórica. A colheita havia alcançado 99% da área. Companhia Nacional de Abastecimento
A produção de arábica foi projetada em 48,2 milhões de sacas, alta de 34,8% sobre o ano anterior. Para conilon e robusta, a estimativa é de 19,4 milhões de sacas, queda de 6,6%. Companhia Nacional de Abastecimento
Estoques da ICE seguem no radar
Na posição de 24 de setembro informada pela ICE no material de mercado, os estoques certificados de arábica somavam 254.304 sacas de 60 quilos, 176 a menos que no dia anterior. O volume reduzido ajuda a sustentar as cotações, mesmo diante da expectativa de uma safra brasileira maior.
Operadores ouvidos pela Reuters relataram que tradings preparavam o envio de pelo menos 300 mil sacas de arábica brasileiro para os armazéns da bolsa. Parte desse café ainda precisará passar pelos controles exigidos para certificação. Uma eventual recomposição dos estoques pode aliviar a pressão causada pela baixa disponibilidade atual. reuters.com
Para os negócios no Brasil, o rumo da semana dependerá da combinação entre a reação dos futuros, o câmbio e a disposição dos produtores para vender nos preços oferecidos.
Fonte: Portal do Agronegócio