No Paraná, a semeadura alcançou 28% dos 5,74 milhões de hectares previstos
Agrolink - Leonardo Gottems
O início de outubro combina avanço do plantio da soja em diferentes regiões do país com mercado físico retraído, preços pressionados em algumas praças e produtores mais concentrados nas operações de campo. Segundo a TF Agroeconômica, a queda de Chicago reduziu as indicações de compra, enquanto a alta do dólar ajudou a preservar parte da paridade nos portos e limitou perdas em alguns mercados.
No Rio Grande do Sul, a janela oficial de semeadura da safra 2026/27 foi aberta em 1º de outubro e segue até 28 de janeiro. Passo Fundo recuou para R$ 153,00, Santa Rosa para R$ 153,00 e Rio Grande para R$ 162,00. A redução dos preços partiu dos compradores, sem aumento relevante da oferta, enquanto produtores capitalizados mantêm postura de espera.
Em Santa Catarina, o excesso de chuva passou a ser o principal risco ao ritmo dos trabalhos. A previsão de precipitações acima da média pode reduzir as janelas de plantio, dificultar o manejo e elevar a pressão de doenças. No físico, São Francisco do Sul permaneceu em R$ 161,00.
No Paraná, a semeadura alcançou 28% dos 5,74 milhões de hectares previstos. Cascavel caiu para R$ 149,00 e Paranaguá para R$ 160,00. Mesmo com o dólar mais alto, a baixa em Chicago pesou sobre as referências e afastou vendedores.
Em Mato Grosso do Sul, o plantio chegou a 5,1% da área projetada, com avanço maior no Sul e no Centro, enquanto o Norte ainda depende de chuvas mais regulares. Em Mato Grosso, a semeadura alcançava 3,87%, com atenção voltada à baixa umidade. Os indicadores do Imea registraram pequenas altas em algumas praças, mas a liquidez segue reduzida e o produtor permanece cauteloso tanto na comercialização quanto no avanço das máquinas.