Sexta-Feira, 16 de Novembro, 2026 Acesse nosso Instagram
16-10-2026

Cascudinho-da-soja exige atenção no início da safra de soja 2026/2027

O registro do inseto ocorre em meio ao avanço do plantio da safra. O período é de reforço no monitoramento fitossanitário nas lavouras

“Isso incomoda muito todo mundo, há alguns anos. Se não cuidar, destrói tudo, e é muito difícil seu controle”. O relato é do diretor da Aprosoja/MS e produtor rural da região Norte do Estado, Eduardo Introvini, sobre a presença do cascudinho-da-soja (Myochrous armatus).

A praga tem gerado preocupação nas últimas safras e pode provocar danos ainda nos estádios iniciais de desenvolvimento da cultura.

De acordo com o Informativo Técnico 05/2026 da Aprosoja/MS, a ocorrência do cascudinho-da-soja é relatada principalmente na região Centro-Norte do estado, com registros também na região sul. Detectada em Mato Grosso do Sul na safra 2017/2018, a praga pode atacar as primeiras folhas e o caule da soja, danificando as plantas ainda jovens.

Segundo o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, a atenção deve começar logo após a emergência das plantas, quando a cultura está mais vulnerável aos danos provocados pelo inseto.

“Os primeiros dias de desenvolvimento da soja são fundamentais para a formação de um estande adequado. Por isso, o produtor precisa monitorar a lavoura desde a emergência, identificando possíveis sinais de ataque e buscando orientação técnica para definir as medidas de manejo”, destaca.

Os danos causados pelo cascudinho-da-soja são provocados pelos insetos adultos, que se alimentam de partes da planta. Os ataques mais intensos ocorrem entre a emergência e aproximadamente 25 dias após esse estágio, período que compreende as fases iniciais do desenvolvimento vegetativo.

Em situações de ataque severo, a planta pode tombar e morrer, tornando necessário o replantio de áreas afetadas.

Outro desafio é a localização do inseto na lavoura. Os adultos podem permanecer nas folhas e na palhada, o que dificulta sua identificação e o manejo.

A Aprosoja/MS recomenda o monitoramento constante das áreas cultivadas, seguindo os princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP). Após a emergência, o uso do pano de batida pode auxiliar na identificação precoce do inseto.

O manejo também pode envolver o tratamento de sementes com inseticidas registrados para a praga e, conforme a necessidade identificada no monitoramento, aplicações foliares. O manejo das plantas hospedeiras também merece atenção. Entre as espécies relatadas estão o amendoim-bravo, a braquiária e o milho tiguera. Por isso, a dessecação pré-semeadura realizada de forma eficiente pode contribuir para reduzir as populações iniciais do inseto.

Texto: Crislaine Oliveira (Comunicação Aprosoja/MS)
Foto cedida pelo produtor

Informativo_Tecnico_05-2026_Cascudinho-da-soja.pdf

Veja Mais
Campo Grande vai sediar maior encontro de ecoturismo do país...
Açúcar sobe em Nova York e Londres...
Dólar hoje recua a R$ 5,08 e Ibovespa tenta reação com eleiçÃ...
Valorização das carnes concorrentes favorece competitividade do...
OVOS: Preços seguem estáveis na maioria das regiões...
Grãos puxam alta de 3,62% nos preços do agro...
Exportações de café registram o segundo melhor início de safr...
Produção brasileira de grãos deve aumentar apesar do El Niño...
Produção de peixes bate marca histórica no Brasil...
Água demais também pode prejudicar a safra...
Mais vistos