No agronegócio, uma das prioridades é a recuperação de pastagens degradadas
Agrolink - Leonardo Gottems
A cooperação em sustentabilidade pode ampliar investimentos e acelerar a modernização da agropecuária, da energia e das políticas climáticas. Um estudo do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), em parceria com o Instituto de Estudos Latino-Americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), aponta oportunidades para aprofundar a relação entre os dois países.
Intitulada “China-Brasil: Desenvolvimento Sustentável”, a publicação destaca a combinação entre a experiência brasileira em agricultura tropical e fontes renováveis e a capacidade chinesa de financiamento, inovação e desenvolvimento industrial. Essa complementaridade pode levar a parceria além do comércio, com novos projetos de pesquisa e investimentos.
No agronegócio, uma das prioridades é a recuperação de pastagens degradadas, que permite ampliar áreas agricultáveis sem desmatamento. O relatório também destaca sistemas integrados de produção, agricultura de baixo carbono, biotecnologia, agricultura digital e tecnologias de monitoramento ambiental.
Outra frente é aprimorar a rastreabilidade e aproximar padrões de sustentabilidade dos dois países. A medida pode dar mais transparência às cadeias agroalimentares e facilitar o intercâmbio entre produtores, compradores e investidores. O estudo ainda recomenda fortalecer parcerias entre universidades, centros de pesquisa e empresas e agregar valor aos produtos agrícolas brasileiros.
Na energia, as oportunidades envolvem geração solar e eólica, armazenamento, biocombustíveis e hidrogênio de baixo carbono. Na agenda climática, o documento propõe ampliar o financiamento verde, a restauração ambiental e a cooperação tecnológica. Segundo o estudo, transformar essas possibilidades em resultados exige coordenação institucional e projetos conjuntos de longo prazo.