Os preços do açúcar encerraram a quarta-feira (21) em queda nas bolsas de Nova York e Londres. No Brasil, o açúcar cristal branco registrou leve valorização, enquanto o etanol hidratado apresentou avanço mais expressivo e passou a acumular alta de 8,02% em outubro em Paulínia (SP).
O desempenho evidencia movimentos distintos entre os mercados doméstico e internacional. Enquanto os contratos futuros recuaram nos vencimentos acompanhados, os indicadores brasileiros de açúcar e etanol terminaram o dia em terreno positivo.
Açúcar bruto recua em Nova York
Na ICE Futures U.S., o contrato de açúcar bruto com vencimento em março de 2027 fechou a 20,45 cents de dólar por libra-peso, após queda de 0,07 ponto.
O vencimento maio de 2027 perdeu 0,05 ponto, encerrando a sessão a 19,82 cents por libra-peso. Para julho de 2027, a cotação ficou em 19,39 cents por libra-peso, com recuo de 0,04 ponto.
Açúcar branco acompanha queda em Londres
Na ICE Futures Europe, os contratos de açúcar branco também encerraram o pregão em baixa.
O vencimento dezembro de 2026 apresentou redução de US$ 3,40, para US$ 543,70 por tonelada. O contrato março de 2027 terminou a US$ 559,30 por tonelada, com perda de US$ 1,90.
Já o vencimento maio de 2027 recuou US$ 2,10 e fechou a US$ 566,00 por tonelada.
Preço do açúcar cristal acumula alta de 3,69% no mês
No mercado paulista, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal branco registrou alta diária de 0,06%, chegando a R$ 125,59 por saca de 50 quilos nesta quarta-feira.
Com o resultado, a valorização acumulada em outubro alcançou 3,69%. Na conversão para a moeda norte-americana, o indicador ficou em US$ 24,98 por saca.
Etanol hidratado avança 0,97% em Paulínia
O etanol hidratado apresentou valorização mais intensa na comparação diária. O Indicador Diário de Paulínia (SP) atingiu R$ 2.854,50 por metro cúbico, com alta de 0,97%.
No acumulado de outubro, o avanço chegou a 8,02%, superando a variação registrada pelo açúcar cristal paulista no mesmo período.
Oferta brasileira e clima seguem no radar do mercado
Segundo análise publicada pelo Notícias Agrícolas, os agentes acompanham a expectativa de maior oferta brasileira de açúcar e os riscos climáticos em importantes países produtores.
A perspectiva de déficit global na temporada 2026/27, mencionada na análise, e as incertezas relacionadas ao El Niño também permanecem entre os fatores monitorados para avaliar o comportamento das cotações internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio