No Rio Grande do Sul, os preços subiram R$ 2 por saca em três praças
Por Leonardo Gottems
O mercado brasileiro de soja registrou movimentos diferentes entre regiões produtoras, com altas no Sul e recuos em Mato Grosso, enquanto o plantio avança em ritmos desiguais. Segundo a TF Agroeconômica, as cotações regionais reagiram de maneira distinta à queda do dólar, em meio a chuvas e entraves logísticos.
No Rio Grande do Sul, os preços subiram R$ 2 por saca em três praças: Passo Fundo chegou a R$ 148, Santa Rosa a R$ 149 e Rio Grande a R$ 155. Apesar da valorização, a comercialização continua restrita. No campo, apenas 3% da área foi semeada, abaixo da média histórica de 5%, segundo a Emater/RS-Ascar. O excesso de umidade dificulta a entrada das máquinas e prejudicou a emergência em algumas áreas, mas os estandes são, em geral, satisfatórios.
Em Santa Catarina, Abelardo Luz avançou R$ 1, para R$ 148 por saca, FOB. No Paraná, Cascavel também ganhou R$ 1, chegando a R$ 142, enquanto Paranaguá atingiu R$ 153. Entretanto, a saturação dos portos e a menor disposição de compra limitam a liquidez. O plantio paranaense alcançou 47% da área, abaixo da média superior a 55% das três safras anteriores.
Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande subiu para R$ 140 por saca, enquanto Dourados permaneceu no mesmo patamar. A semeadura atinge 32% da área, com avanço maior no sul. Já em Mato Grosso, o plantio saltou para 75,81%, segundo o Imea, mas os preços do disponível recuaram nas cinco praças pesquisadas. Rondonópolis caiu para R$ 139,70 e Sorriso, para R$ 133,40. O levantamento mostra que a valorização pontual não garante maior volume de vendas. Frete, condições de entrega, prazo de pagamento e disponibilidade de compradores seguem decisivos para o resultado recebido pelo produtor.