Enquanto o Paraná acelera a semeadura, excesso de umidade afeta lavouras no Sul
Por Leonardo Gottems
Fonte: Agrolink
O mercado de milho segue com preços pressionados, enquanto o plantio da safra 2026/27 avança em ritmos diferentes no Sul. Segundo a TF Agroeconômica, a oferta nacional acima da demanda mantém os compradores cautelosos, com exportações abaixo do ritmo de 2025.
No Rio Grande do Sul, as cotações de milho variam de R$ 59 a R$ 70 por saca. A média estadual apurada pela Emater caiu 0,14%, de R$ 62,59 para R$ 62,50. A semeadura chegou a 82% da área prevista, apenas um ponto percentual acima da semana anterior. Produtores finalizam o controle de invasoras e as aplicações de nitrogênio. As primeiras lavouras se aproximam do florescimento, com baixa pressão de cigarrinhas, mas registros de sintomas de bacteriose.
Em Santa Catarina, o plantio atingiu 90% e já terminou no Oeste e no Extremo Oeste. Chuvas intensas exigiram replantio em parte das áreas, enquanto umidade e pouca luz dificultam o desenvolvimento. No mercado, vendedores pedem cerca de R$ 60 por saca, mas compradores indicam R$ 55, diferença que restringe os negócios.
O Paraná teve avanço mais expressivo na semeadura, de 86% para 94%. Apesar disso, ventos fortes, umidade elevada e baixa luminosidade atrasam o crescimento inicial em algumas regiões. As cotações variam: no Oeste, a média caiu 0,53%, para R$ 50,58 por saca, enquanto no Norte Central subiu 1,40%, para R$ 65,83. Em Cascavel, a referência ficou em R$ 51,87.
No Mato Grosso do Sul, os preços seguem entre R$ 50 e R$ 52 por saca, com recuo mais acentuado em Dourados. As indústrias de bioenergia continuam comprando parte do cereal disponível, mas outros consumidores limitam aquisições à reposição de estoques. A cautela também aparece entre os produtores, que restringem novas ofertas.