Terça-Feira, 19 de Junho, 2026 Acesse nosso Instagram
18-05-2026

Milho pode cair mais com chegada da safrinha

No mercado internacional, a semana foi marcada por devolução de ganhos

Agrolink - Leonardo Gottems

A pressão sobre os preços do milho reforça a necessidade de cautela na comercialização, especialmente diante da entrada da safrinha e do aumento esperado da oferta interna. Segundo análise da TF Agroeconômica, o cenário de curto prazo segue lateral a levemente baixista em Chicago e baixista no mercado brasileiro, com recomendações voltadas à proteção de margem e à venda gradual em momentos de repique.

No mercado internacional, a semana foi marcada por devolução de ganhos em Chicago, após a frustração com a viagem de Donald Trump à China e a continuidade das liquidações de posições por grandes fundos. A ausência de avanços concretos nas negociações comerciais reduziu a expectativa de aumento das compras chinesas, enquanto as previsões de chuvas no cinturão produtor dos Estados Unidos melhoraram a percepção sobre a umidade dos solos.

Apesar disso, o quadro climático ainda não permite descartar volatilidade. Áreas importantes seguem com déficit hídrico, e o USDA elevou a parcela da área de milho dos Estados Unidos afetada por seca. Esse fator mantém algum prêmio climático nas cotações, embora insuficiente, por ora, para inverter a tendência de curto prazo.

No Brasil, a expectativa de uma safrinha volumosa, somada à projeção da Conab de produção de 140,17 milhões de toneladas, tende a manter os preços físicos pressionados. A concorrência de exportadores sul-americanos também pesa, principalmente com a Argentina projetando uma safra recorde de 68 milhões de toneladas.

Diante desse quadro, a recomendação para a safra 2025/26 é aproveitar altas pontuais para avançar nas vendas de forma escalonada, evitando retenção excessiva à espera de uma recuperação forte no curto prazo. A prioridade deve ser a proteção de margem, já que a pressão sazonal da colheita pode abrir espaço para novas quedas, com o indicador doméstico ainda sem sinal consistente de formação de fundo.

Para a safra 2026/27, a orientação é manter cautela em travamentos agressivos. A volatilidade internacional e o mercado climático norte-americano podem criar oportunidades melhores de hedge mais adiante, tornando mais prudente uma estratégia gradual de comercialização.

Veja Mais
Analistas veem sustentação para o trigo...
Soja recua com cautela externa e custo logístico...
Colheita do milho deve começar com atenção voltada às condiç...
Destilaria de MS leva sabores do Pantanal ao exterior com apoio d...
Tempestades colocam 9 estados em alerta...
Riscos crescem no mercado mundial de arroz...
Oferta maior pesa sobre preços do milho...
China não deve ampliar compras de soja dos EUA...
Produzir um hectare de milho custa mais de R$ 4,8 mil em MS...
Irrigação é aposta para elevar produtividade do milho e dribla...
Mais vistos